3 de Outubro de 2008

Flamengo, Futebol e Zico

Arquivado sob: Futebol — Fabiano Facó @ 10:40

Flamengo, Futebol e Zico

Essas reflexões só fazem sentido se for possível unir essas duas paixões e uma idolatria ao mesmo tempo.
Por que? Porque, separadas, talvez não fossem paixões.

Meu Pai Eddie e Meu Irmão Edmar me ensinaram desde feto a gostar do Flamengo e de Futebol. Academicamente, deveria escrever Futebol e Flamengo, pois o Flamengo só existe porque antes nasceu o Futebol, mas, a paixão pelo Mengo (pleonasmo) se sobrepõe a razão, portanto, segue na ordem da paixão.

Lembrar das idas e vindas ao Maracanã de trem e de ônibus, estar naquele estádio com outras mais 100 mil pessoas, beber do mate Leão e comer o cachorro quente Geneal, assistir as preliminares do juvenil, aguardar a entrada do time em campo, gritar o nome de cada jogador e depois curtir aqueles 90 minutos de puro delírio, são sensações que não desaparecem na fase adulta e, melhor, me garantem a convivência com meu Pai que se transformou em energia em 1977, quando eu tinha apenas 14 anos. Gostar do Mengão, de boas músicas como Frank Sinatra, Nat King Cole, Nancy Wilson e toda essa turma dessa geração e Cinema, foram experiências e vivencias que adquiri dele e trago comigo para sempre.

Sem contar que herdei do meu Irmão Edmar, o gosto pelos jogos de botões, hoje batizado como futebol de mesa. Cheguei a ter 27 times, sendo do Flamengo os titulares, reservas, juvenis e juniores. Todos etiquetados e cadastrados. Deixava de comer a merenda escolar para comprar botões. Jogava com os amigos mais velhos, jogava com a turma da minha idade, jogava sozinho, jogava partidas de 100, jogava de tudo que era jeito. Os botões guardo até hoje junto com as lembranças e as imitações quando narrava nossos jogos ao estilo e voz do Jorge Cury, rubronegro fanático (pleonasmo) que vibrava a cada Gol do Zico.

Bem, os finais de semana eram dedicados as peladas de futebol de salão na quadra da PM. Começavamos às 10 da manhã e só parávamos quando não tinha mais luz do dia. Jogávamos partidas de quatro gols e quem ganhava ficava na quadra. Eu gostava de jogar lá na frente, de fazer gols. Mas, a maior habilidade era de escolher os outros três melhores jogadores e um bom goleiro, porque eu não jogava bem. Sempre gostava de jogar com camisas de mangas cumpridas, já uma influência das seleções estrangeiras.

Portanto, o Futebol e o Flamengo transcendem aos sentimentos de um simples esporte ou um simples time ou mero entretenimento.

Motivado pelas aulas de Marketing Esportivo e Cultural do Professor Alessandro Rodrigues (http://futeboleideias.zip.net/) e, também inspirado pela minha visita ao Museu do Futebol de São Paulo (http://www.museudofutebol.org.br/historia/), inaugurado no dia 29 de Setembro de 2008, resolvi pesquisar nas minhas próprias idéias e experiências o por que dessa paixão pelo Futebol, o por que dele ser o mais popular dos esportes do ainda Planeta Terra.

Por que dessa paixão popular pelo Futebol?
Porque esse interesse monopolista das Televisões em transmitir Futebol?
Por que as Empresas, dos mais diversos segmentos, buscam avassaladoramente associar suas imagems como patrocinadores das camisas dos times de futebol como também dos jogadores-celebridades?

Porque o Futebol jogado dentro dos Campos e fora dos Campos, representa com muita exatidão e semelhança o nosso dia-a-dia e nossas principais instituições. Fora do campo, ele permanece cartelizado, modelo esse que, foi iniciado nos primórdios da FIFA e enraizado até hoje nas Confederações por cada Continente e respectivos Países. Exemplo: O 18º Presidente da CBF está no cargo desde 16 de janeiro de 1989. Seu quinto mandato consecutivo terminou em meados de 2007, mas foi prolongado, sob acordo, até o final da XX Copa do Mundo FIFA em 2014, que será no Brasil. Esse fato por si só explica os meandros dos bastidores do Futebol.

Dentro do Campo, a cada jogo podemos conviver com o jogo coletivo, representado pelos esquemas táticos e pelas jogadas ensaiadas. Nesse mesmo jogo, percebemos o valor do individualismo, onde atualmente, em raros lampejos de criatividade e iniciativa, podemos observar jogadas individuais e dribles que encantam e criam valor eterno para o Futebol. Na vida também é assim, vivemos no coletivo na Família, com os Amigos, com os colegas de Trabalho, de Faculdade, porém, também buscamos nossos destaques individuais. É pura essência do atual estágio dos Seres Humanos.

Seria impossível não associar os pequenos deslizes que cometemos no nosso dia-a-dia, como aquele sinal (semáforo) que passamos na madrugada, aquele CD que pegamos com o amigo e esquecemos de devolver, aquela prova ao lado do amigo que olhamos, enfim, são vários. Todos podem ser comparados com as faltas que existem no jogo, as tentativas de enganar o juiz da partida, de ludibriar os adversários, etc. Sem contar as traquinagens que os dirigentes de futebol fazem com as administrações amadoras que os clubes e federações ainda são obrigados a conviver. É só contabilizarem as dívidas dos atuais clubes com o Governo, ex-treinadores e ex-jogadores.

Quem deveria cobrar essa gestão profissional nas Federações e Clubes?

O Governo? Teria que ser com muito tato e jeito, pois a todo momento pega uma carona na popularidade do Futebol.

Os Torcedores? São os mesmos que escolhem os atuais politicos e pouco se envolvem com politica e questões da sociedade. No máximo, podem esperar um minimo de conforto e segurança para irem aos Estádios.

Quem então ? Por favor, deixe aqui suas sugestões!

Continuando, Você conhece algum treinador pedindo para voltar um pênalti marcado a favor do seu clube, mesmo ele sabendo que não existiu?
Mais, um jogador admitindo ao juiz que não levou um pênalti? Ficou mais fácil comparar o futebol com o nosso dia-a-dia?

Nossa sociedade não cuida dos Velhos. Futebol não cuida dos seus Atletas, seus Campeões do Mundo.

A sociedade não se organiza para melhor escolher seus políticos. Os profissionais de futebol também não se organizam para uma melhor estrutura de sua profissão, visando seus direitos no agora e no futuro.

Podemos listar uma infinidade de comparações entre o Futebol e nosso Cotidiano e através dessas semelhanças, identificarmos o tamanho dessa popularidade pelo esporte do Charles Miller

Simplificadamente falando, o Futebol, ipsu facto, reflete no seu universo muito do universo que o cerca. Com certeza, essa reflexão que mora no inconsciente das pessoas deve ser um dos motivos dessa paixão globalizada pelo Futebol. O jogo nas quatro linhas e o mesmo jogo que jogamos no nosso dia-a-dia.

Falei rápido do Flamengo, viajei pela paixão do Futebol e agora um papo de fã do Zico (http://www.ziconarede.com.br/).

Eu já havia compartilhado algumas palavras sobre o Galo de Quintino no artigo:
http://blog.fabianofaco.com/2008/03/20/zico-seu-busto-no-maracana/ que fala sobre a merecida estátua do Galo no Maracanã, porém, tudo que já foi dito sobre o Zico e o que virá a ser dito, sempre será pouco em relação ao que ele fez no e pelo Flamengo, depois no Udinese da Itália, depois no Governo Brasileiro (como Ministro de Futebol), pela Seleção Brasileira, pelo Futebol Japonês, pelo Fenerbache da Turquia e o que irá fazer pelo time do Bunyodkor do Uzbequistão. Todo esse sucesso na carreira aconteceu com base num caráter inabalável, um comprometimento com sua Mulher, Filhos, Irmãos, Pais e Família como um todo, um sentimento de solidariedade em relação aos colegas de profissão, ao respeito em relação aos adversários, a sua simplicidade em relação a sua popularidade e carinho no contato com os fãs. Isso porque jogou numa época onde o Flamengo tinha mais 10 gênios além dele: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Junior; Andrade, Adílio, Ele; Tita, Nunes e Lico. Sem contar os outros tantos craques que ajudaram na formação dessa SeleMengo: Cantarele, Toninho, Rondineli, Figueiredo, Vitor, Carpegiani, Claudio Adão, Reinaldo, Julio Cesar e tantos outros. O maior valor desse time é que os adversários também eram times de alta qualidade.

Estive perto do Galo e dois momentos distintos: Em 1976 estava na Gávea, durante a semana, onde fui levado pelo meu Pai, no nosso último passeio juntos e, nesse dia, despretensiosamente algumas fotos foram tiradas do Zico com as crianças que lá estavam. Uma delas era eu, com 13 anos de idade. Meses depois a Revista Zico foi publicada e lá estava eu ao lado do Galo. Agora em Dezembro de 2006, graça a minha sobrinha Ciana, descobri que o Galo estaria dando uma entrevista para o Redação Sportv lá no Rio Comprido no Rio de Janeiro. Não pensei mais de 7 vezes e resolvi pegar meu filho Khym, vestidos os dois com a camisa do Flamengo, lá fomos nós cercar o Zico no corredor do estúdio de gravação. Ao final da gravação o corredor estava cheio, porém todos foram muito bem atendidos pelo Messias da Nação Rubro Negra (http://www.youtube.com/watch?v=z3KVePPRYJI)

Na nossa vez, mesmo gaguejando como se tivesse aqueles 13 anos, consegui pedir um autografo na minha camisa e mostrei a revista, ao que ele tomou um susto ao saber que, mais ou menos 30 anos depois, eu estava ali pedindo o meu autografo no meu exemplar.

Khym e Chyara não precisam se tornar grandes atletas, mas, torço que eles convivam com o esse mundo fascinante do futebol e, através dele, formarem seu caráter, seu grau de competitividade, sua capacidade de lidar com as divergências e se divertirem bastante, pois, ENTRETER, sempre será a missão maior do Futebol.

Futebol é Paixão, Cultura e Turismo
Flamengo, Uma vez e Sempre
Zico, o Maior Atleta dentro e fora dos Campos

20 de Setembro de 2008

Até ao João de Deus eu fui

Arquivado sob: Maria da Penha — Fabiano Facó @ 15:44

Nos últimos dias vivi uma experiência da qual sempre tive vontade e curiosidade, porém, nunca necessidade. Dessa vez, tomei a iniciativa pela necessidade de procurar por todas as alternativas existentes no mundo, para promover alguma melhora para minha adorada e admirada Mãe Maria da Penha.

Desde o dia 15 de Julho de 2008, quando nossa Mãe recebeu o diagnóstico da hipótese do tumor Glioblastoma Multiforme Grau 4, tenho me dedicado a estudar, pesquisar, conversar, me consultar com Neurologistas, Oncologistas e Homeopatas e de todos escuto que as chances são mínimas, considerando o quadro que envolve a idade da Maria da Penha, 85 anos, posição do tumor e tamanho do tumor. Por que Hipótese ? Porque só teremos a certeza se for realizada uma cirurgia para realização do exame de biópsia.

Como não preciso guardar essa dor dentro de mim, falo e converso normalmente com as pessoas sobre o tumor da Maria da Penha, como também não me privo de chorar quando a emoção supera a razão. É bom, alivia e não tem contra indicação. Como estou estudando Marketing, resolvi também divulgar e promover esse meu momento com os amigos e também nos espaços de relacionamento na internet. Assim, um amigo ficou sabendo e comentou comigo sobre o Médium João de Deus.

Para quem foi educado na religião católica (até primeira comunhão eu fiz), para quem já leu pouco sobre as demais religiões: Budismo, Espiritismo, Hinduísmo e outras tantas e, para quem fez quase a metade do curso de pós-graduação em parapsicologia, ter ido até o João de Deus foi um grande desafio.

Pela ótica da Parapsicologia, não existe incorporação de espíritos e não existem curas e cirurgias espirituais. Para medicina dos orgãos, também não existe.

Sabendo de tudo isso, mesmo assim, fui até o João de Deus.

Saí de São Paulo, com um casal de amigos que já tinham ido lá e uma amiga deles. Chegamos em Abadiânia na quinta-feira, dia 18 de noite. Demos entrada no Hotel, lanchamos ao lado dele e fomos dormir cedo. Dormi nada ou quase nada e, durante a noite, orei, meditei e mentalizei sempre em prol da saúde da Maria da Penha e também me preparei para conhecer e vivenciar essa experiencia no sentido de observar, perceber e captar, sem investigar e sem julgar.

Na sexta pela manhã chegamos bem cedo na Casa de Dom Inácio de Loyola e pegamos uma senha referente as pessoas que estavam indo pela primeira vez ou segunda vez. Por volta das 08:30 nos sentamos numa das salas, onde varios Brasileiros e Estrangeiros já estavam acomodados, todos vestidos de branco, já orando, meditando e mentalizando. Uma Mulher fez uma palestra, explicando o lugar, dando ênfase para que todos mantivessem seus tratamentos com seus respectivos médicos e que o tratamento espiritual não iria conflituar com o tratamento que estivesse ocorrendo fora dali e, vice-versa. Indicou também que ali não era local dessa ou daquela religião e que todos poderiam rezar suas próprias orações.

Ao final ela informa que o João de Deus já havia incorporado uma das suas entidades e que as filas iriam se formar para estar com ele.

Fomos para fila.

Da sala que estávamos, passamos em fila para uma outra e, dessa outra chegamos até ele um por um. Na minha vez, eu estava com o retrato da minha Maria da Penha e pedi pela sua cura e pela sua melhora. Ele me olhou nos olhos e me disse que voltasse na parte da tarde.

Dali fomos almoçar. Continuei no propósito de observar, perceber as sensações, perceber as pessoas que lá estavam em cadeiras de rodas, com suas enfermidades e com suas buscas e pessoas que estavam pedindo por outras pessoas.

Voltamos para mesma sala inicial e a mesma palestra foi repetida. No final, ela nos disse que o Médium iria estar conosco naquela sala. João de Deus adentrou, se apresentou, contou um pouco de sua história, frisou que não cura ninguém e quem cura é Deus. Incorporou Dr. Augusto de Almeida, fez duas cirurgias na frente de todos - vários filmes estão disponíveis no Youtube. Em seguida, deu alguns passos e derrepente se dirigiu a mim dizendo:

- Filho entra para a sala de operação. Eu gosto muito de você. Você era para estar recebendo energia. Vai para a nossa corrente. Não sei o que você está fazendo aqui fora. Pode entrar para minha sala de operação. (essa cena está gravada em vídeo)

Tranquilamente me dirigi para uma sala onde várias outras pessoas estavam orando e mentalizando seus pedidos.

Nesse momento rezei, orei, meditei e mentalizei tudo que podia em prol da Maria da Penha, da sua cura, da sua melhora, do seu não sofrimento. Pedi pelas pessoas que estão cuidando dela, pedi forças e fé aos meus irmãos e sobrinhos, para minha família e amigos, as enfermeiras, os médicos, enfim, por todos. Agradeci a força e ajuda que venho recebendo das pessoas e todo amor e cuidado quem tem sido canalizado para ela. Pedi que esse tumor fosse retirado da cabeça dela e colocado na minha, não por altruísmo e sim, porque aos 45 anos eu poderia ser operado, tratado com radioterapia e quimioterapia e curado. Assim eu seguiria em frente já que amo minha vida, meus filhos, minha mulher, minha família e meus amigos. Foi um momento muito intenso, sereno, calmo. Estava agarrado com uma camisa que ela havia vestido com a foto do Khym. Passei todos esses minutos abraçado com ela, lá no quarto dela em Petrópolis.
Não dá para expressar em palavras tudo que vivenciei nesse hora.

Pensei bastante nas pessoas da nossa família que já se transformaram em energia: Meu Pai Eddie, Minha Avó Nenem, Vô Pedro, Vô Solon, Vó Branca, Tio Mozart, Haroldo, Tia Dayse, Tio Airton, Tio Gataz, Tio Ivani, Tia Gely, Tia Iva, Tio Zuca, Tia Jalva, Tio Clóvis, Tio Renato e tanta gente que se foi. Sabemos que é um processo natural da nossa vida e que nos momentos de transição temos tanta dor e dificuldade de lidar.

Dali, depois de um bom tempo, todos foram para uma varanda. Lá, um dos membros da equipe do João de Deus se dirigiu para tirar nossas dúvidas e receitar um remédio feito a base de passiflora para ser tomado pelos pacientes.

Fui comprar o remédio na própria farmácia que existe dentro do Lar e dali fui encontrar meu grupo. Soube então, que a fila das pessoas que ele havia solicitado o retorno na parte da tarde, já havia se formado. Assim, fui para a fila. Passei de novo pelas salas onde várias pessoas meditavam e oravam e, chegando minha vez, mostrei a foto da minha linda Mãe Maria da Penha, a foto do seu tumor e pedi por ela. Ele pegou a foto do tumor das minhas mãos e me disse que iria cuidar dela.

Dali me retirei e voltamos para São Paulo.

Mesmo com a minha quase formação em parapsicologia, meu pragmatismo e racionalismo intenso, não sinto nesse momento que tenha sido inútil minha ida até lá.Principalmente, porque tudo que tenho buscado até aqui tem sido em prol dela.

Quero agradecer o apoio, o carinho, as palavras de incentivo que recebi da família e dos amigos que nessa sexta-feira dedicaram alguns dos seus minutos em prol da minha Mãe. Nenhum deles me julgou se eu deveria ou não ter ido até lá. Todos simplesmente deram a maior força para minha Mãe Maria da Penha.

Não que eu não acredite em religião, pois segundo o Dalai Lama, a melhor religião é aquela que te faz melhor. É aquela que te faz crescer, que alimenta sua fé é que te faz melhor perante aos outros. É que eu acredito em Espiritualidade, na força do pensamento e dos gestos. As religiões apenas tentam nos lembrar que precisamos reconhecer nosso espirito ou nossa alma como parte do nosso organismo e como os demais, devemos tratar dele também.

Aqui não vou julgar o João de Deus, se incorpora ou se não incorpora, se cura ou se não cura, se eu deveria ou não ter ido lá, se naquele local estavam ou não espíritos vibrando e agindo conosco. Fomos acostumados até aqui em acreditar naquilo que podemos ver e tocar, naquilo que podemos medir. Nosso orgão chamado Espirito ou Alma, ainda não pode ser medido ou tocado. Se nós continuarmos a existir nesse planeta, ou nos mudarmos para outro (caso esse não sobreviva em relação ao que fazemos com ele), com certeza, um dia, esse orgão será medido e tocado.

A luta continua e vamos continuar buscando o melhor para ela.

Meu Abraço em todos que estão cuidando da Maria da Penha

6 de Maio de 2008

S L M - Antes e Agora

Arquivado sob: Outsourcing — Fabiano Facó @ 12:54

As empresas de tecnologia já fizeram seu papel quando transformaram seu negócio de hardware para serviços.
Hoje, estamos acompanhando as empresas de telecomunicações que seguem o mesmo caminho: transformando suas tradicionais ofertas de telefonia e circuitos, também em serviços. Se juntas, caminham para se tornarem empresas TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação.

Essas transformações acontecem num momento onde a customização de serviços e de soluções, cada vez mais se tornam um diferencial, tanto na oferta para empresas como também na segmentação dos consumidores. Ou seja, cada vez mais estão altamente direcionadas e individualizadas.

Entendido esses momentos recentes, fica fácil assimilar por que o SLM era algo cujas atenções eram mínimas. Nessa transição de empresas de hardware e telefonia para serviços, os primeiros contratos e respectivas soluções ainda tiveram que passar por um árduo processo de aprendizado tanto por parte dos Provedores como dos Clientes.

Agora, hoje em dia, isso vem mudando acentuadamente dos dois lados:

No lado do Cliente, ele aprendeu e acumulou experiência suficiente para entender que sua estratégia de sucesso deve considerar o Outsourcing de TI e Telecomunicações para preencher suas necessidades de negócios. Ele já teve sua experiência na contratação desses serviços e, no momento da renovação do seu contrato atual, já considera procedimentos como RFI, RFP e metodologias de gestão de contratação e gestão de contratos como fatores a serem considerados na hora de decidir se faz essa renovação ou se opta por outro Provedor.

Olhando pelo lado do Provedor, podemos dizer que o aprendizado ocorreu na mesma proporção. Desde aspectos de re-engenharia organizacional, com foco em Serviços, nas transformações de suas métricas de SLO (Service Level Objective) em métricas de SLA (Service Level Agreement), enfim, podemos citar inúmeras situações. Uma delas é considerar que os resultados de determinados contratos geridos pelo SLM, já podem ser associadas ás regras que determinam o perfil de remuneração variável de sua organização. Como exemplo, podemos considerar que os indicadores de pesquisa de satisfação de Clientes, podem e devem exercer uma importante influência na composição da remuneração variável dos executivos ligados diretamente á qualidade da Prestação de Serviços.

Agora chegou o momento de o Cliente e o Provedor investirem na importância de considerar o SLM – Service Level Management como uma disciplina mandatória como fator de sucesso desses contratos e estratégias de avaliação de seus Provedores.
Antes de refletirmos sobre o SLM, estamos assumindo que existe por parte de ambos, Cliente e Provedor, um esforço anterior para identificar uma significativa cumplicidade entre as Empresas. O Provedor deve entender bastante sobre processos, cultura, rotinas e funcionamento do Cliente. Deve se dedicar á conhecer os Consumidores e Mercado desse Cliente. Somente assim, a Solução do Provedor terá o nível de customização pretendido por esse Cliente e, os indicadores de SLA irão refletir o resultado desse entendimento.

Vividas essas duas etapas, chegamos ao SLM. O SLM será responsável por gerenciar as métricas, de forma automatizada e profissional, considerando ferramentas, processos e metodologias pré-acordas e, com isso, fornecerá informações que irão determinar se o contrato está sendo respeitado por ambas as partes, se os indicadores de desempenho realizados estão em linha com os indicadores pretendidos, se o contrato está gerando penalidades excessivas. Enfim, o SLM irá tangibilizar em números as expectativas em relação ao serviço contratado.
O SLM demonstra compromisso com Governança Corporativa entre as Empresas e, para tal deve se tornar uma disciplina mandatória e indispensável nos contratos de Outsourcing e/ou Prestação de Serviços Gerenciados. Pode também, ser inserido nas estratégias de remuneração de executivos nas Empresas, influindo positivamente nos aspectos de bonificação variável conforme metas atingidas em contratos regidos por SLM.

SLM não é uma simples ferramenta de operações e de gestão de performance.Se bem implementada, torna-se um indicador financeiro dos seus objetivos estratégicos e um forte aliado na imagem de um Provedor que agrega valor ao negócios do seu Cliente.

O Cliente que exige o SLM e o Provedor que fornece SLM, estão dando exemplos de maturidade no segmento da Prestação de Serviços.

Abraços, Fabiano Facó

28 de Março de 2008

Os Quatro S

Arquivado sob: Inovação — Fabiano Facó @ 10:54

Primeiro, vamos relembrar rapidamente as letras P, C e A, fundamentais para administração do marketing tradicional uma vez que, de certa forma, já estão aplicadas no dia-a-dia das Empresas, além de estarem também muito bem divulgadas por diversos livros, gurus e toda literatura em geral.

Com base nos conceitos principais do marketing, temos as quatro letras P representando os seguintes aspectos estratégicos:

P de Produto, onde tudo começa, onde algo é criado, adaptado para satisfazer necessidades e vontades dos Clientes e das Empresas.

P de Preço, com o qual se cumpre a missão de valorar o produto, de cobrir seus custos e de buscar a rentabilidade desejada.

P de Promoção, onde vamos escolher as vitrines, os caminhos e locais que irão divulgar nosso produto.

P de Praça, onde de fato iremos fazer chegar as mãos dos Clientes e Empresas o nosso produto.

Depois delas, foram adicionadas as quatro letras C, que podemos representar como:

C do Cliente, no qual devemos concentrar toda nossa atenção, pois serão eles que irão de fato consolidar o sucesso de um Produto, de uma Empresa e de um Mercado.

C de Custo, fundamental para garantir a lucratividade do produto. Está se tornando tão importante que algumas Empresas oferecem bônus e variáveis para novas vendas, assim como também oferecem benefícios semelhantes para os profissionais que reduzem seus custos.

C de Conveniência, na qual devemos concentrar atenção em buscar as praças que sejam de alcance e interesse do nosso público alvo. Temos que ir até o Cliente e não ele até nós.

C de Comunicação, Sempre falar a língua do cliente, no seu idioma, no seu tempo, buscando sempre adequar que nossa mensagem esteja sendo bem assimilada.Aqui não vale terceirizar para o Cliente a responsabilidade em entender seu Serviço.Esse esforço deve ser seu.

Agora as quatro letras A:

A de Análise, identificar e organizar as informações necessárias para um processo de tomada de decisão, equilibrando aqui um pouco de intuição com razão, e antecipando na a percepção de novas oportunidades, tendências e ameaças, agindo sempre, sempre pró-ativamente e não reativamente.

A de Adaptação, os hábitos e necessidades mudam, se transformam no seu tempo, na sua lógica, portanto, os produtos precisam ser concebidos não de forma rígida e sim sabendo, que um dia eles terão que ser modificados, ajustados e adaptados.

A de Ativação, feita a revalidação do produto, com base nas informações obtidas pelas pesquisas, feita também a re-engenharia necessária para melhor adequar às necessidades de mercado, temos que ativar e garantir que as mudanças sejam realizadas com sucesso.

A de Avaliação, é onde os profissionais de marketing precisam estar constantemente e incansavelmente buscando a contínua melhoria dos indicadores do seu produto e tomando as ações necessárias.

Chegou o momento das quatro letras S:

Produtos tangíveis nunca deixarão de existir, porém, se tornaram commodities e só terão valor se forem associados diretamente a uma forte estratégia de serviços e uma enorme atenção e qualidade no pós-venda.

Empresas saíram das trevas e das ruínas, porque concentraram sua estratégia em Serviços. Vivi intensamente a virada histórica da IBM, que se tornou uma referencia nesse tema, pois deixou de ser uma empresa de equipamentos, de caixas, de computadores para se tornar líder na área de Serviços no seu segmento.

Outro exemplo, e muito bom, são das Empresas de Telecomunicações, que outrora eram Empresas de Telefonia e agora estão a passos largos para ser tornarem Empresas TIC. De novo, Serviços operando profundas transformações nessas Empresas.

S de Serviços, Onde o marketing deve se concentrar para que eles se moldem conforme necessidades dos Clientes. Já que são considerados intagíveis, que pelos menos possam ser mensuráveis e com isso, se possam estabelecer o que chamamos de nível de serviço. Podemos citar aqui incontáveis exemplos de como é possível mensurar serviços: prazos de entrega, prazos mínimos para ser atendido pelos Calls Centers, que hoje deixaram de atender os Clientes e estão causando transtornos psicológicos e jocosos pois conseguem na sua maioria fazer o contrário, ou seja, não atendem, apenas desatendem. Poderíamos esticar esse tema e comentar os importantes investimentos em treinamento que as Empresas estão realizando para adequar a atitude e comportamento dos seus profissionais quando em contato com seus Clientes, etc. O mais importante aqui é caminhar para quebra do paradigma que Serviços podem e devem ser mensuráveis. Ler um bom artigo sobre S.L.A pode enriquecer bastante essa conclusão.

S de Satisfação, Assumindo que o Serviço pode ser mensurado, nada melhor que poder mensurar também a satisfação do seu Cliente ou do seu Publico através de pesquisas quantitativas e qualitativas e, que não pare por ai. É importante que esses números estejam muito bem correlacionados com os bônus, os salários variáveis e a participação nos lucros para que o Cliente Satisfeito não seja uma tentativa e sim uma meta a ser atingida por todos.

S de Sustentabilidade, que esse Serviço tenha suas características íntrisicamente ligadas a todas as políticas e procedimentos ligados com a sustentabilidade do planeta, do seu segmento e também da Empresa a qual ele esta sendo prestado. Ele precisa preencher a necessidade daquele momento, mas também estar atento ao futuro, ampliando sua gama de funções.

S de Socialização Global, Se o Serviço foi criado e customizado aos moldes do Cliente, se ele pode ser mensurável , se esses números poderão ser comparados com a satisfação desse Cliente e se esse serviço se preocupará com a sustentabilidade, cabe agora que ele seja inserido e adaptável a todos os Continentes e ás mais variáveis culturas que irão influenciar na sua contratação e percepção.

Fica aqui uma reflexão para que o mundo acadêmico possa ampliar a crescente, a enorme e irreversível importância no sentido de conceituar, delimitar e colocar em discussão tudo que esteja relacionado com Serviços. O próximo capitulo desse tema, quem sabe, seria aprofundar a discussão de cada um dos S.

Ao seu Serviço,

Fabiano Facó

20 de Março de 2008

Zico: Maracanã e Sua Estátua

Arquivado sob: O Papel dos Mestres — Fabiano Facó @ 01:00

Torcedores do Maracanã,

Essa comunidade está no Orkut para os torcedores prestarem sua homenagem ao Maracanã ! Participe dessa empreitada !

Seja bem vindo :

Esse espaço é dedicado para os torcedores - todos - que acreditam que o Maracanã merece ter uma Estátua do Seu Maior Artilheiro de todos os tempos:

Zico - Arthur Antunes Coimbra

Por que o Maracanã merece essa homenagem ?

Porque foi feito para Gols !!

- Gols - O Zico é o maior artilheiro, seja pelo Flamengo ou pela Seleção Brasileira de toda história do Maracanã;

- Gols - Decisivos, Objetivos e Belos;

- Gols - Comemorados sempre com reverência a sua torcida e respeito ao adversário;

- Gols - Na Vida dentro e fora dos gramados;

- Gols - Dos outros, pelas jogadas, passes e assistências para que outros atletas também fizessem seus Gols.

Quem sabe se, no próximo Jogo das Estrelas em dezembro de 2008, onde o Zico e Amigos jogarão em favor das crianças carentes, não podemos também dar essa alegria para o Maracanã ???

E agora como é que eu fico nas tardes de domingo com Zico no Maracanã ??

17 de Outubro de 2007

Ciscando com a CISCO

Arquivado sob: Inovação — Fabiano Facó @ 10:56

Hoje minha irmã, que muito pouco conhece desse mundo de TI e teleComunicações, que já está sendo conhecido pela sigla TIC, me ligou perguntando qual impacto na internet dela com relação às noticias recentes sobre a participação da CISCO por suposto envolvimento nas fraudes com procedimentos de importação dos equipamentos.

Fiquei surpreso com a pergunta dela e com isso aumentei a minha percepção do quanto, nós, os profissionais desse mercado, devemos sair em defesa da marca CISCO, deixando clara a sua importância na história da internet, na qualidade dos seus equipamentos e, principalmente pelos profissionais que lá estão e que serão responsáveis por mostrar ao mercado que a CISCO em muito breve estará virando essa página.

Alguém saberia listar o tamanho da dependência da internet mundial em relação aos equipamentos da CISCO? Dependência aqui está descrita no bom sentido da palavra.

Quantas Empresas estão hoje e, melhor, vão continuar contando com os equipamentos da CISCO para garantir as comunicações e transações dos seus negócios?

Enfim, os equipamentos, os serviços e principalmente os profissionais da CISCO devem ser preservados nesse momento para que a continuidade dos negócios com seus Clientes, Fornecedores, Governo e Concorrentes sejam conduzidos em paralelo as investigações que irão seguir seu curso normal.

Eles mesmos devem olhar para as suas carreiras e se sentirem orgulhosos de onde estão, porque, cá entre nós, é um belo desafio profissional e pessoal poder passar por essa experiência, que, literalmente nos tira de qualquer zona de conforto e também testa ao extremo nossas habilidades de relacionamento interpessoal. Tudo isso no tocante ao clima organizacional entre os profissionais da CISCO e, principalmente junto aos seus Clientes e Fornecedores.

Em breve um nome será escolhido para nova função de Presidente da CISCO, com um ilibado (sempre quis escrever essa palavra, pelo seu significado quase utópico) currículo profissional e pessoal.

Pessoal, sim, porque seu histórico profissional deverá trazer um forte componente de ética, bom relacionamento com o Governo, respeito pelos funcionários e, de preferência, aproveitar esse momento para de vez, transformar a CISCO, ainda uma empresa que depende da sua renda nos seus produtos de “caixa “ numa Empresa com forte ênfase em Serviços.

Tal qual o caminho seguido pelas minhas queridas IBM e AT&T.

Agora vou ligar para minha irmã para deixá-la tranqüila que sua internet vai continuar funcionando.

Também, daqui de longe, vou observar as oportunidades de negócios que irão surgir em conseqüência desse capítulo; head hunters, concorrentes, agências de comunicação e publicidade, escritórios de advocacia e assessoria jurídica, artigos, reportagens, enfim, tudo isso que vai nos mostrar que a vida continua e, que os envolvidos diretamente ou indiretamente com esse capítulo poderão fazer as suas escolhas do que aprender ou não com esse episódio.

Tenho certeza que o time da CISCO do Brasil irá transformar esse momento em apenas um “ cisco no olho ” da sua história e que, em breve, estará “ ciscando ” novamente na mídia com boas notícias !

Um abraço aos Amigos da CISCO

19 de Julho de 2007

O Papel dos Mestres

Arquivado sob: O Papel dos Mestres — Fabiano Facó @ 14:16

Peguei esse título emprestado do livro “ Caminhos no mundo da cozinha, escrito pelo Chef Laurent Suaudeau “, para a série: Cartas a um jovem chef. Percebi uma atitude muita digna e educada do meu sogro, que dedicou um capítulo inteiro do seu livro para falar dos seus Mestres. Não somente para agradecê-los, mas, principalmente para contar o que ele absorveu e as experiências que vivenciou com cada um deles. Esses ensinamentos, aliados a sua dedicação e dom natural, o ajudaram a se tornar o profissional de sucesso, reconhecido no Brasil e no Mundo,
considerado uma referência no seu ramo de atuação e também Mestre de outros tantos que já trabalharam e trabalham com ele.

O Papel do Mestre é o nome do terceiro capítulo desse livro que pode ser lido tanto pelas pessoas que curtem a alta gastronomia como também liderança.

Antes mesmo de terminá-lo, eu parei e, em questão de poucos minutos, os meus ex-chefes passaram com suas fisionomias, vozes, estilos, olhares, enfim, de tudo um pouco que eu guardei como lembrança de cada um na minha mente.

Nossa ! Além do muito, mas muito que aprendi para uso no meu personagem profissional e também para uso no meu personagem de vida pessoal, tenho infinitas passagens engraçadas e emblemáticas.

Nessa parada, onde os nomes de todos vieram à minha mente, eu logo em seguida peguei uma caneta e papel e escrevi os nomes dos meus Mestres:

Izaltino Luciano dos Santos
Augusto Thadeu Nogueira Florenzano
Carlos Alberto Sanche
Luis Roberto Bacelette
Eduardo Camargo
Gualter Leal Ferreira Junior
José Francisco Nunes
José Carlos Mascarenhas Grise
Alexandre Oliveira
César Emilio Dias Marinho
Eduardo José Bandeira de Melo Jóia
Américo Mello da Silva
Wilson Issamu Harada
Carlos Henrique Safini
Álvaro Marques
Nilo Rogério Barros
Sergio Martins
Egle Menezes
Alexandre Baltar
Dario José Noronha

Da turma lá de cima do Continente:

Rich Mueller
Steve Poupos
Walter Bona
David González
Robert Handall

Tenho bastante convicção de que não esqueci de nenhum, porém, fico aqui pensando e, se um nome for lembrado, eu volto aqui e coloco-o na lista. E peço desculpas, óbvio!

Do primeiro, me marcou a devoção dele pela IBM. De tanto ouvir suas histórias recheadas de muito orgulho, naquela pequena sala no Centro, notei que além do conhecimento técnico que eu ainda estava adquirindo na Escola Técnica, tinha muita coisa pela frente. Palavras como atitude e compromisso se misturavam com uma enorme sopa de letrinhas por dentro das histórias dele que já enriqueciam meu estágio.

Era uma sexta-feira e um deles me mandou fazer uma instalação, no final de semana, de um circuito que iria mudar de endereço e todos os técnicos seniores já tinham ido embora. Facó vai você. Chefe, mas eu nunca fiz uma instalação dessas, e não tenho toda a experiência para resolver imprevistos. Você vai assim mesmo, porque eu sei que você não tem toda essa experiência, porém vai ter atitude necessária para pedir ajuda se for o caso. A frase escrita e lida assim, não diz muita coisa certo? O diferencial foi a forma como ele me olhou, o tom firme e felizmente na segunda-feira a Agencia estava funcionando sem problemas.

Um desses senhores que eu comentei aí em cima, só gostava de usar a minha mala de ferramentas porque tinha sempre todos os equipamentos bem guardados e testados. Mas bem que ele poderia ter evitado me roubar uma paquera numa dessas viagens a trabalho…

Apesar de fazer uso intenso de notebook, palmtop, celular, smartphone e todos esses devices, até hoje vou para as reuniões com todos eles, claro, mas ainda levo um caderno para anotações. De novo, um hábito adquirido de um dos Mestres.

Desse outro aqui, conto agora duas lembranças, mas temos muitas. Foi quando ele não me deixou ir para o Citibank trabalhar com o nosso querido Caratori, que não está mais no mundo dos humanos. Eu atuava como assistente técnico e queria, por que queria e merecia, a promoção para analista de teleprocessamento. Graças a ele fiquei. Anos se passaram, nos tornamos pares, tivemos um grave embate na sala dele, mas, ainda bem que depois pedi desculpas porque me excedi.(Ele também!)

Já me sentei no chão no canto da sala de um deles e me calei, porque não encontrava uma solução para um problema ou projeto que estávamos discutindo. Sempre quando nos encontramos, lembramos dessa cena.

Falo e divulgo o MU. Divulgo porque falo com tanta naturalidade que as pessoas, aquelas que não se envergonham, me perguntam o que é MU. Apenas digo que aprendi com um ex-chefe que MU é uma expressão oriental quando algo não acontece.

Esse que me ensinou o MU, me chamou uma sexta-feira na sala dele e me disse que havia sido demitido. Surtei ! Nunca havia passado por um momento como esse.
Esse dia deve ter sido muito sofrido para ele e, eu sofri por ele. Porém, filei o último cigarro dele e, aos 27 anos eu fumei meu último cigarro e disse, do nada, que nunca mais iria fumar. E, de fato, nunca mais fumei.

Um deles me chamou na sala porque soube que um documento com conteúdo não profissional foi endereçado a mim por uma colega. Preparei-me para ser demitido ou receber uma carta de advertência. Errei e, ainda bem. Recebi uma aula de compreensão, uma aula de toques e cuidados, tudo isso com bom humor e muita serenidade.

Outro, para falar a verdade não foi um chefe formal, porque as Empresas estavam se paquerando, ainda naquele vai, não vai, mas ele sabe que eu o adotei durante meu período mais zen no Rio de Janeiro. Dessa época comecei a tomar gosto por coordenação, interação com as pessoas e lampejos de liderança. Até porque, foi ele que pediu para eu ficar por ali uns quatro meses, prazo imaginado para a gente juntar aqueles redes. Fiquei um ano e quatro meses.

O interesse despertado pela coordenação foi percebido por outro Chefe, que também foi pupilo desse anterior. Esse, definitivamente me tirou da área técnica e me levou para gerenciar projetos.

Hoje lembrei bastante de um deles, pois foi o primeiro a me aconselhar a fazer uma faculdade. Lembrei porque passei no primeiro semestre da faculdade que resolvi fazer agora.

Como eu já confessei para ele, vou escrever aqui. Cheguei a pedir para não me reportar direto porque não me sentia à altura do cargo que estava. Ele até concordou e me tirou debaixo dele, mas me manteve no cargo e, hoje, essa passagem me marcou, porque terminei com ele os degraus da carreira técnica e pulei para a carreira executiva.

Era uma reunião num parceiro. Hoje eu não me reconheço em relação à forma que me comportei nessa tal reunião. Prefiro lembrar da paciência e serenidade que ele teve comigo nesse dia. Eu poderia ter me permitido uma “bela queimada” na minha carreira. Ganhei uma encostada estratégica e pude dar a volta por cima.

De outro, guardo uma metáfora que usou na sala dele comigo e, quando saí de lá fui tratar com minha psicoterapeuta e depois cursos de programação de neurolinguística:
Facó, no dia-a-dia, você sempre está alerta e atuando pró - ativamente nos problemas e nas melhorias; porém, quando outras áreas e pessoas estão envolvidas, você consegue visualizar o problema e, melhor, tem a experiência e conhecimento para contribuir na solução, mas, a forma contundente como você se comunica, parece que está jogando uma pedra que bate num espelho e quebra as conexões pessoais. Quebrar as conexões, não adianta nada para o seu conhecimento. Pense nisso e faça suas escolhas.

Minha primeira designação gerencial!
Tinha que ser com um Ser diferente desses todos.
Teve bastante paciência e me mostrou a importância de processos bem definidos e da incessante busca por reduções de custo. Dessa experiência colhi muitos frutos três anos depois.

No livro do Laurent, ele conta a mudança de Paris para o Rio de Janeiro. Aqui eu conto a mudança de Botafogo para o Brooklin. Aquele projeto iria transformar aquela empresa, iria terminar aquele vai-não-vai, mas, eu era o único que iria ficar em Botafogo. Estava morando sozinho, apaixonado e feliz porque iria participar daquele projeto. Essa definição perdurou por três meses. Uma semana antes de o projeto começar ele me liga numa sexta e diz: Você precisa estar preparado para uma entrevista na segunda-feira, porque você vai morar em São Paulo. Fiquei sem palavras, dores de estomago por todo o sábado e domingo. Acabou o Fantástico, eu liguei pra ele e me concentrei na seguinte frase: Cara se você está na dúvida, guarda ela para você, vai à entrevista, diga sua enorme vontade de estar no Projeto, não diga nada sobre mudar de Cidades e venha. Estando aqui (ele estava em São Paulo) você vai poder saber como é. Sabendo como é, você poderá escolher e comparar. Feito isso, poderá decidir se fica ou se volta.Fui à entrevista e lá se vão 15 anos de São Paulo.

Ainda bem que foi em Florianópolis, degustando ostras e tomando um vinho. Nesse dia ele me elogiou e disse que eu cumpri o que prometi numa reunião quando estava sendo sondado para uma posição de diretoria. Trabalhamos por muitos anos e foi um que sempre exigiu e exigiu. Nunca me deixou na zona de conforto.

Já foi uma delícia escrever essas lembranças e, com certeza outras virão.

Vocês aí de cima, seja por vontade própria ou porque “seu chefe mandou”, tivemos as nossas passagens juntos. Por tudo isso, quero dizer o meu MUITO OBRIGADO por tudo que eu consegui aprender dessa convivência.

Espero que Khym e Chyara possam encontrar pessoas como vocês em seus caminhos e, melhor ainda, que consigam também absorver o que cada um tem de melhor. Eu consegui!

Abraços, Fabiano Facó

22 de Junho de 2007

10 passos para o SLM ou um Salto direto para o SLM

Arquivado sob: TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação — Fabiano Facó @ 18:45

Nesses últimos meses andei pesquisando e ouvindo bastante como as Empresas Integradoras ou Provedoras (ou será que já podemos chamá-las de Empresas TIC?) estão estruturadas para atuar na disciplina de SLM no que diz respeito a contratos com seus Clientes.

Foi exatamente a partir dessa percepção que resolvi usar esse título nada criativo, porém, informativo. Por quê? Vamos aos porquês!

- Muitas delas ainda não praticam a disciplina de SLM em seus Contratos, sejam eles de Outsourcing ou Serviços Gerenciados. Em alguns casos, mesmo havendo o compromisso contratual em prática-lo.

- Muitas chamam o SLO de SLA e vice-versa.

- Muitas delas que já o praticam, executam-no ainda de forma bastante manual, demandando enorme esforço de profissionais e o uso de ferramentas que ainda não se relacionam corretamente entre si. Ou seja, podemos dizer, de forma artesanal.

Aqui está o momento que explica o título: a falta do uso de uma ferramenta específica para uma das principais disciplinas desse contrato, o SLM, causa uma demora em média de uns 10 dias para sua conclusão.

Durante esses dias equipes de profissionais se utilizam de planilhas eletrônicas e dados de diferentes ferramentas, para montar o cenário de SLM daquele contrato, daquele mês, daquele respectivo Cliente.

Enfim, vou me desculpar aqui, mas não vou contar os 10 passos e dias que levam para se concluir aquele SLM, pois não estaria dando nenhuma contribuição. Podemos sim, dar um salto para compartilhar os benefícios de uma Gestão de SLM, onde os profissionais estariam envolvidos somente na análise dos resultados e na criação de um plano de ação, ou seja, pensando e gerando valor.

Essa tarefa deve e pode ser delegada para uma ferramenta apropriada, moldada ao seu negócio, que interaja com as demais ferramentas de gerenciamento da sua Empresa. Essa mesma ferramenta estaria executando a função de garimpar as informações necessárias, executando as devidas correlações e entregando, de forma executiva, uma fotografia comparando o que consta no contrato versus o que foi realizado pela sua área de Operações. Ou seja, se o SLA foi ou não atendido.

Você Cliente, pergunte ao seu provedor como ele está cuidando do seu SLA. Antes, esteja preparado para ouvir a resposta, porque se o seu Provedor não está lhe entregando um SLM, que administra as informações para saber se o SLA foi ou não atendido, com a devida automação, você deve estar preparado para lhe pedir isso.

Cabe lembrarmos que “O que não é medido, não é gerenciado“, portanto vamos direcionar o foco e olhar para o SLM como uma disciplina de negócio e não meramente como uma ferramenta técnica.

No SLM sabemos se estamos entregando aquilo que assinamos no contrato com nossos Clientes. Também, no SLM, sabemos se estamos pagando multas excessivas que podem comprometer a lucratividade do nosso contrato e, principalmente a nossa relação de longo prazo com esse Cliente.

Abraços, Fabiano Facó

7 de Junho de 2007

Próximas Fusões: Quando e Com quem !

Arquivado sob: TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação — Fabiano Facó @ 16:06

Minha idéia aqui é estimular uma reflexão que pode vir a se tornar uma tendência, pois ando me fazendo a seguinte pergunta: Quando as Grandes Corporações bem posicionadas e estabelecidas nas indústrias de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, irão sentar numa mesa e trocar idéias e interesses numa possível fusão ?

Essa pergunta nasce de um constatação que Serviços se tornaram preponderantes em relação as máquinas, fios, circuitos, servidores, enfim, tudo que num passado recente pode ser considerado como mina de ouro dessas Empresas e, hoje, já podemos dizer que estão todos eles dentro das prateleiras do que podemos chamar de commodities.

Há muito vinha me cobrando de colocar no papel esta reflexão, porém, essa semana, meu provedor de serviços de telecomunicações me ofereceu também um computador, os programas e ainda me disse que se o computador travar, eu vou chamar e vão resolver. Ou seja, foi rompida aquela barreira onde ficava muito claro o limite entre Telecomunicações e TI.

Aliás, em recente Seminário da Converge, ouvi uma sigla que poderia ser o titulo desse bate papo : TIC -Tecnologia da Informação e Comunicação.

Ou seja, podemos indentificar indicadores que breve teremos algum anúncio impactante onde uma junção entre uma IBM e uma AT&T, estaria criando um poderoso provedor, competindo com outro que poderia ser formado por Telefonica e HP.

Claro que utilizei esses nomes apenar para caracterizar a idéia desse artigo, porém, me colocando no lugar do Cliente, eu teria preferência de poder optar por vários provedores desse porte, do que, assistir esse jogo de War entre as Empresas de Telecomunicações que aos poucos estão desenhado um mapa com poucas opções nos Continentes, vide exemplo da América Latina que esta sendo pintada pela disputa entre Telefonica e Telmex.

Que outros benefícios poderiam surgir de uma Empresa TIC ? O Cliente tratar com um único provedor ? Eliminar aquela fronteira onde um problema pode ser imputado ao ambiente de WAN, porém estando na LAN ? Sinergia entre as ferramentas de automação e gestão ? Enfim, tenho certeza que podemos produzir mais perguntas sobre esse benefício.

Finalizo com bastante convicção que esse tema deverá aos poucos movimentar e trazer novidades no nosso mercado de TIC, ops, de Telecomunicaçòes e Tecnologia da Informação.

Bom Feriado, Fabiano Facó

As empresas querem clientes globais! Deveriam querer fornecedores globais?

Arquivado sob: Outsourcing — Fabiano Facó @ 09:04

==> Esse artigo foi desenvolvido e publicado no site da IBC do Brasil no 3o. quartil de 2003.

Estamos acompanhando, nesse momento, o sucesso de empresas brasileiras que tomaram a iniciativa de expandir suas próprias fronteiras para além dos limites do Brasil e se instalaram, física e/ou logicamente, em outros países, sejam eles os nossos vizinhos na América Latina ou nos Estados Unidos e Europa. Hoje, já se tornou comum comprarmos algum produto produzido por alguma dessas empresas e identificarmos, na embalagem, as características e demais informações escritas em dois ou três idiomas.
Enfim, essas corporações estão de parabéns, pois estão colhendo frutos dessa visão estratégica, com sua capacidade e flexibilidade de adequar o seu produto a cada local, respeitando as culturas e hábitos de cada País.

Agora, será que essas mesmas empresas estão atentas e conscientes de que podem contar com fornecedores e prestadores de serviços também globais? Ou seja, estando os nossos Gerentes e Diretores de TI, sim, os nossos CIOs, cada vez mais próximos do negócio da sua empresa, também devem seguir essa caminho estratégico de identificar junto aos seus fornecedores, aqueles que reúnem todos os requisitos de qualidade, preço, agilidade, tempo de resposta e que, dentro desse novo mundo, novo cenário, estejam presentes nos países onde a sua empresa está operando. E entre esses, aquele que tenha condições de “respirar o seu Business”, suportando o seu negócio com o serviço mais adequado e não simplesmente o que tenha disponível em suas prateleiras para atingir o mercado de atacado, será o vencedor.

Um escritório? Uma filial? O que devemos esperar dessa tal presença Global?

Pode parecer complicado, porém esses fornecedores também tiveram a mesma visão estratégica das demais Empresas, ou, muito provavelmente, seguiram os caminhos dos seus clientes ou até mesmo abriram novos caminhos para os seus clientes e, de alguma forma, viabilizaram as operações deles nesses novos países. Portanto esses fornecedores estão plenamente capacitados a prestar o mesmo serviço oferecido não só no país onde está a matriz do seu cliente, como também na sua filial.

Quando estamos falando em prestar o mesmo serviço em São Paulo, Fortaleza, Miami, Londres e Hong Kong, não podemos simplesmente nos ater aos requisitos técnicos, até porque são grandes as chances desse serviço já estar considerando valor adicionando. Devemos levar em conta um considerável leque de aspectos intrinsecamente interligados, como:

- S.L.M (Service Level Management)
- Faturamento centralizado ou descentralizado
- Faturamento na moeda local ou na moeda da matriz do cliente
- Garantia e preservação dos requisitos técnicos e de performance.
- Gerenciamento sustentável da solução, garantindo o mesmo nível de integridade em todas as localidades.
- Habilidade multi-cultural.

Enfim, poderíamos continuar essa lista por linhas e mais linhas, para compreendermos de fato do que se trata e qual o ganho obtido através da escolha de um fornecedor de serviços globais. O que cabe na nossa reflexão nesse momento é buscar o entendimento de onde a nossa empresa está e para onde está indo, e dessa forma decidir se esse tipo de alternativa já pode ou deve ser considerada nas próximas escolhas.
Cabe reforçar também que, esse fornecedor, além de garantir a entrega do serviço em todos os locais para onde seu negócio for levado, também precisa estar presente nesses mesmos locais, fazendo negócios com os seus respectivos parceiros e, principalmente, que a sua matriz esteja também muito bem posicionada e com indicadores de crescimento na sua indústria dentro de um contexto local e mundial.
No caso da indústria de Telecom, podemos dizer com tranqüilidade que esse tipo de serviço já está ao alcance das empresas e que já podem ser contratados por empresas que já tomaram a iniciativa de ampliar seu universo de abrangência e por aquelas que estejam nesse momento se capacitando para competir fora das suas linhas de atuação.

Clientes Globais e Fornecedores Globais! Uma combinação de Sucesso garantido!

Um abraço, Fabiano Facó

6 de Junho de 2007

Outsourcing em Telecom: será que agora vai ???

Arquivado sob: Outsourcing — Fabiano Facó @ 16:03

Outsourcing em Telecom: será que agora vai ???

==> Esse foi meu primeiro artigo, criado em 2003 e publicado no site da IBC do Brasil. Na época, atuava como Diretor de Operações na AT&T e, graças ao meu Gerente Geral, Dario Noronha, pude receber dele o estimulo para escrever como também idéias a serem exploradas.

Mais do que uma tendência, o outsourcing no mercado de telecomunicações tem se mostrado uma boa solução para aumentar a eficiência das empresas. É sobre isto que eu gostaria de abordar neste artigo, e creio que o momento é mais do que oportuno. Para se ter uma idéia, simultaneamente ao convite da IBC para que eu contribuísse com esta análise para a newsletter “TelecomNews”, chegaram ao mercado notícias de que novos contratos e negócios de outsourcing de telecomunicações estão sendo firmados.

Estes contratos, somados a outros grandes que aconteceram nos últimos tempos, mesmo envolvendo empresas de ponta, geraram um volume de atividades que ainda não conseguiu alavancar esse nicho de mercado, e tão pouco refletir o potencial do nosso país nesta área.

Se voltarmos aos anos 90, vamos lembrar daquele período em que se iniciaram os primeiros contratos de outsourcing de Data Centers, num momento em que as empresas começaram a ter coragem para re-alinhar as suas estratégias de TI, entregando os seus CPD’s, seus times de analistas, suas aplicações, enfim, seu ambiente de processamento de dados para as empresas prestadoras de outsoucing de Data Centers.

De lá para cá, podemos dizer que o mercado de outsourcing de Data Center não só “emplacou” , como também deslanchou e, sendo assim, deve servir de exemplo ao nosso momento presente. A idéia é criar uma comunidade que também acredite no outsourcing de Telecomunicações, formando um contexto integrado pelas Empresas Prestadoras desse tipo de Serviço (obviamente em conformidade com a LGT), a nossa mídia - que já começa a dar espaço para esse segmento, e finalmente, o componente mais importante, o CLIENTE.

Por que iria ???

Agora, colocando-me no lugar das nossas grandes Operadoras de Telecomunicações, creio poder fazer a seguinte reflexão: em primeiro lugar, hoje não existe mais o oásis das telecomunicações. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Em segundo lugar, por conta deste novo cenário, as grandes corporações (seja pelo seu tamanho ou importância), hoje cortam custos drasticamente, e procuram ajustar com criatividade suas obrigações comerciais com fornecedores de equipamentos.

Em terceiro lugar, não bastasse esta condição desfavorável de mercado, criou-se uma competitividade no segmento corporativo e de pessoa física nas chamadas de longa distância como nunca tínhamos imaginado, a ponto de fazer com que estas mesmas grandes corporações briguem por cada circuito de dados e por cada chamada.

Para complicar ainda mais o panorama, vale aqui a lembrança de que a receita de circuitos de dados, e também a receita de voz, possuem particularidades que não garantem fidelização significativa do usuário, devido ao seu modelo de comercialização. No caso da receita de voz, o cliente pode facilmente optar por outras operadoras, isto quando não entramos na questão da inadimplência.

Por tudo isto, sinto-me confortável em acreditar que mais e mais contratos de outsourcing devem ser firmados no setor de telecom para garantir a viabilidade das operadoras, porém prefiro deixar a pergunta no ar: Qual o tamanho do fôlego que contratos de outsourcing dariam às operadoras, considerando que tais contratos sejam baseados em valores significativos e que girem em torno de milhões de reais ao ano e ainda que sejam firmados por períodos entre 5 e 10 anos? Vamos deixar que elas respondam!!! Cabe a elas dizer o quanto agregaria de valor às suas ações tais contratos de longo prazo, de confiabilidade e de lucro progressivo.

Do outro lado temos o CLIENTE, sempre um CIO ou Gerente de TI que, com certeza, está cada vez mais focado no negócio da sua empresa, compromissado na conquista dos seus clientes, na disputa com seus concorrentes, na qualidade dos seus produtos e serviços. Por que então investir o seu tempo em montar, administrar, manter, gerenciar e realizar todas as demais atividades com a sua Rede de Telecomunicações?

Esta pergunta tanto pode ser respondida por eles como também pelos CEOs das empresas, que podem e devem acreditar que, ao realizar um outsourcing das suas Telecomunicações ganharão em escala, sinergia, redução de custos, incremento de qualidade, pois assim vão direcionar seu pensamento estratégico e seus recursos para o foco do seu negócio, para sua vocação, deixando simplesmente que outra empresa cuide desse segmento.

Talvez digam que sou otimista demais, porém após 16 anos de experiência em outsourcing de data centers e telecomunicações, não consigo deixar de acreditar no potencial desse segmento, de encará-lo como uma saída ou, pelo menos, como uma das saídas para as empresas tradicionais de Telecomunicações buscarem a sua sustentabilidade, sem depender somente das receitas que, como a pouco comentamos, são cada vez mais difíceis de se garantir. Acredito realmente que o segmento de Outsourcing de Telecomunicações seja uma significativa e consistente alternativa de realizar lucro.

Podemos considerar que os contratos existentes já podem nos servir de exemplo, de referência positiva, e eu diria mesmo até de sucesso, pois conheço parte dos profissionais que atuaram neles, e até agora não tivemos nenhum indício de que qualquer desses Clientes tenha sinalizado a
vontade de voltar atrás.

Aproveitando o quadro atual do mercado, cabe aqui um momento de grande reflexão dos CIOS e Gerentes de TI para que olhem para suas redes e consigam ter a coragem de imaginá-las sendo gerenciadas por uma empresa especializada, com qualidade e competência, e principalmente, comprometida com o negócio deles. Aproveitem o momento e chamem uma dessas empresas especializadas para bater um papo sobre Outsourcing de Telecomunicações!

Até o próximo contrato de Outsourcing de Telecom!

Um abraço, Fabiano Facó

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